julho/17
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Diário de Viagem- By Bruna Rosário

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A linha de metrô 1 para na estação “116th ““ Columbia University”. Subimos a escada, ao fim da qual, inicialmente, só conseguimos enxergar o sol brilhando. Então olhamos para a nossa esquerda, e vemos Barnard College, com seu portão majestoso e ar acolhedor.

Ao entrar pela primeira vez na faculdade, foi inevitável sentir um “friozinho” na barriga, devido, principalmente, ao fato de que nunca tinha tido uma experiência acadêmica em um ambiente só para mulheres; e as expectativas estavam bem altas. Estava ansiosíssima para saber em quais aspectos essa experiência seria diferente. Mal sabia eu que em tão pouco tempo iria aprender tanto, não só com as professoras (sensacionais, aliás), mas também com cada menina que está compartilhando do mesmo sentimento.

Estou aqui há apenas uma semana, mas já me sinto parte de uma comunidade riquíssima, composta por diversas meninas, de diferentes lugares e culturas. Estudamos juntas, trocamos ideias, falamos sobre a realidade dos lugares em que vivemos, compartilhamos histórias, livros, ideais e experiências. E além de tudo isso, nos sentimos confortáveis para sermos nós mesmas; sem julgamentos, sem preconceitos.

Acredito que, na primeira semana, esse contato com as outras alunas foi o que mais me chamou atenção. Não há segregação: todo mundo interage com todo mundo, seja da forma que for; e isso contribui para que esse sentimento de “comunidade” cresça bastante. E não estou falando de qualquer comunidade, e sim de um conjunto de jovens mulheres empoderadas, determinadas, inteligentes, esforçadas e com opiniões bem formadas.

Pude perceber isso não só na sala de aula, mas também durante as refeições, quando as conversas abrangem temas como política e discussões sobre o episódio final de uma série que todas gostamos. Sem contar com toda a ajuda que recebemos das staffs do programa, que estão sempre preparadas para nos ajudar com qualquer situação. É visível que todas elas querem que nós cresçamos, como profissionais e como cidadãs também.

Barnard definitivamente está superando minhas expectativas, e quanto mais eu interajo, converso e troco experiências com as pessoas daqui, mais eu fico imersa num mundo de infinitas possibilidades e perspectivas de vida.

Todo esse ambiente faz com que eu me sinta uma “mulher-maravilha”: forte e pronta para lidar com quaisquer obstáculos que eu encontre no meu caminho.