julho/18
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Chegando em NYC – By Larissa Dias

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Vinte e quatro de junho de dois mil e dezoito: Nova Iorque amanheceu chuvosa naquele dia. Eu, como adolescente brasileira que cresceu consumindo as mais diversas mídias produzidas nos Estados Unidos, fiquei desapontada quando percebi que, ao pisar em solo nova-iorquino, a voz de Frank Sinatra cantando “New York, New York” não iria subitamente se sobrepor ao barulho da cidade acordando e se encaixaria perfeitamente como trilha sonora da minha vida. Decepcionante. Não é isso que acontece nos filmes?

No caminho do aeroporto até Barnard College, a chuva foi diminuindo até parar por completo. No momento que saímos do carro e paramos em frente a fachada da faculdade, o sol, que não víamos há quase um dia devido os longos períodos que ficamos dentro de aeroportos e do avião, veio nos receber. Os raios de luz passavam pelo portão da universidade e havia belíssimos balões coloridos flutuantes que pareciam  estar felizes com nossa chegada. Eu senti que aquele era um ótimo momento para que Taylor Swift começasse a cantar “Welcome to New York”. Mas é claro, isso não aconteceu.

O que aconteceu foi que encontramos vários rostos simpáticos e sorridentes para nos receber. A equipe da Universidade foi muito carinhosa, nos esperava com música, danças engraçadas e muita animação. E, pra mim, isso fez toda diferença. Eu sou de João Monlevade, Minas Gerais, uma cidadezinha de quase 80 mil habitantes a 110km de Belo Horizonte. Eu tinha de tudo para me sentir totalmente deslocada e perdida, mas a recepção calorosa não deixou que nada disso acontecesse. Eu me senti “Safe in New York City” (desculpa, eu não consegui me conter nessa referência a AC/DC).

Nova Iorque, entretanto, ainda continua enorme e lotada de gente. O metrô ainda me assusta um pouco, eu admito, mas o clima no verão é muito agradável e você tem contato com pessoas do mundo inteiro, é simplesmente uma experiência única. (Agora, imagine Empire State Of Mind tocando ao fundo enquanto lê o final deste texto). Tenho altas expectativas para o que vem a seguir e mal posso esperar para conhecer os pontos mais famosos da cidade. Tenho certeza que vou sair daqui bem diferente de quando entrei, essa é uma ótima cidade para se descobrir e evoluir pensamentos. Nova Iorque não é tolerante com aqueles que pensam ser imutáveis, essa é uma cidade para pessoas famintas de aprendizado, so…New York, I’m all yours!

Por Larissa Dias, bolsista do Ganhar o Mundo