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Application 2019 – Conheça Julia Shimizu

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Julia Shimizu faz parte do grupo de meninas que irão aplicar para Bolsa de Graduação nos Estados Unidos em 2019.

Conversamos com ela para saber como foi sua experiência no programa e quais são suas expectativas, confira!

Resgate um pouco a sua história com o Ganhar o Mundo. Como ficou sabendo do Programa? Como foi o processo seletivo?

Eu fiquei sabendo pelo meu pai que, em dezembro de 2016, leu uma matéria sobre o Ganhar o Mundo no site do Estudar Fora. Na época, estávamos procurando bolsas para estudar no exterior e essa oportunidade parecia mais do que perfeita. Como eu iria concorrer com garotas de todo Brasil, sabia que não seria um processo simples, mas fui completando as etapas. Depois de me inscrever, fiz as provas de inglês e conteúdo e a redação. Na última etapa tive que gravar um vídeo que refiz várias vezes antes de enviar.

Como foi a sensação de ser escolhida? Como reagiu? Como bolsistas quais eram as suas expectativas?

Lembro que um pouco antes dos resultados serem divulgados achava muito difícil ser aprovada, pois concorria com meninas mais velhas e eu tinha apenas 15 anos. Então, quando vi o resultado no site foi uma surpresa: chamei a minha mãe para contar a notícia e nós duas começamos chorar e, logo em seguida, liguei para o meu pai. Estava ansiosa para a semana em Volta Redonda e para conhecer as outras meninas.

A primeira etapa do Programa foi o processo formativo, como enxergou a importância dessa etapa da forma que foi estruturado?

No curso preparatório da Fundação Estudar, em Volta Redonda, aprendi muito sobre o processo do application. Além disso, aquela semana funcionou como uma imersão no Programa, vendo todas as participantes empenhadas em estudar fora, fazendo trabalhos em grupo nas aulas e compartilhando histórias. Uma das minhas partes favoritas foi poder conhecer um pouco sobre a diversidade do Brasil, por meio das próprias participantes.

Essa etapa foi muito importante também por oferecer uma “simulação” de morar em uma faculdade nos Estados Unidos: ficar longe dos pais, viver em um dormitório com uma colega de quarto e participar de aulas com uma turma pequena. Aquela semana em Volta Redonda fez com que eu saísse da minha zona de conforto e me incentivou ainda mais a querer estudar fora.

Como foi  essa experiência  de vivência acadêmica em um campus universitário?

Eu acordava às 7 horas, tomava banho e trocava de roupa. Preparava minha mochila com o material das minhas aulas de jornalismo e ciências políticas. Descia as escadas do prédio dos dormitórios, o Sulzberger Hall, e ia até o refeitório, Hewitt Hall, para tomar café da manhã. No período da manhã tinha aulas de jornalismo no Millbank Hall e à tarde de ciências políticas no Diana Center. Essa rotina em Nova York parecia um filme que, ao mesmo tempo que passava diante dos meus olhos como um sonho, eu era protagonista. Toda a experiência de passar um mês em uma das maiores cidades do mundo e estudando em uma faculdade como Barnard e todas a memórias que tenho com as amigas que eu fiz no Pre College são momentos que eu nunca vou esquecer.

Como você enxerga a importância de uma universidade com o foco em aumentar a representatividade feminina em áreas nas quais a mulher ainda tem menos presença?

Acredito que uma universidade feminina tem uma enorme importância na formação universitária. Nas minhas aulas em Barnard, eu sentia que as minhas opiniões tinham mais valor não apenas nas discussões na sala de aula mas também em conversas com minhas colegas, algo que não acontece na minha escola no Brasil. O ambiente de uma faculdade feminina não cria competitividade. Após apenas um mês depois do Pre College, não só eu mas também as minhas amigas se tornaram mais empoderadas de forma natural, pela própria convivência feminina e o espírito de irmandade entre as meninas que moram na faculdade.

O que você acha da iniciativa da CSN e da Fundação em ter um programa direcionado para jovens mulheres?

O impacto que o programa da Fundação CSN teve na minha vida não pode ser medido. O Ganhar o Mundo abriu os meus olhos para oportunidades que antes pareciam apenas sonhos, retirando as barreiras de ser uma mulher em nossa sociedade. O fato de ter uma iniciativa focada em mulheres trata diretamente a desigualdade de gênero, de forma que apresenta mais oportunidades às jovens mulheres e ajuda a corrigir essa disparidade.

E daqui para frente, quais são os seus planos? Como está se preparando para o Application?

Pretendo aplicar para algumas faculdades americanas, mas Barnard continua como o meu maior objetivo. Por causa do Pre College, o meu interesse em política cresceu, e, depois de um mês estudando nessa área, decidi que quero estudar Ciências Políticas. Agora, estou me preparando para o SAT e terminando a 3º série do Ensino Médio.