agosto/17
10

Diário de Viagem – By Julia Mattedi

Publicado por

É interessante observar as diferentes formas de transporte em diferentes partes do mundo (ou do continente americano, já que foi a única parte do mundo que eu já vi). Na minha cidade, uma pequena ilha, costumamos ir sempre de ônibus. Em Nova York, por outro lado, sempre fomos de metrô (este já bem conhecido mundialmente, dispensa apresentações).

Foi em Nova York que andei de metrô pela primeira vez, o que me assusta um pouco já que qualquer outro metrô que eu eventualmente venha a usar como meio de transporte será automaticamente comparado e requisitado a se igualar a este aqui. Mas isso apenas para dizer que minhas experiências com o metrô foram ótimas (algumas inusitadas), dentre elas ver apresentações de dança, caminhar por galerias de lojas subterrâneas e encontrar brasileiros (muitos!) que reconheciam o bom e velho português em meio a tantas outras línguas faladas no carro do metrô.

A linha 1, vermelha, foi a que tomei a maior parte das vezes, sendo o único transporte necessário para alguns destinos (como a times square) ou o início de uma jornada maior (como um dia de diversão nos parques de coney island ou um jogo de baseball em staten island). Ontem mesmo a utilizamos diversas vezes, num passeio que começou no Museum of Modern Art onde pude ver várias obras originais e tentar (apenas tentar) tirar boas fotos das pinturas com uma câmera polaroid (minha mão treme demais para permitir que qualquer das fotos saia estável).

Após este primeiro passeio, prosseguimos com a linha 1 e algumas outras linhas (provavelmente R) para o nosso destino de caminhadas por columbus circle e pelo central park (mais algumas fotos tremidas foram tiradas, afinal, não podia deixar de tentar tirar foto do famoso Imagine do John Lennon e falhar miseravelmente, apesar de que a foto ficou uma beleza mesmo tremida :] )

Nesse ponto do dia já estávamos com os pés doendo, mas continuamos pegando o metrô para outros destinos. Fizemos algumas compras de presentinhos e lembranças para os amigos e familiares no Brasil (comprei os presentes mais clichês e que jamais imaginei que compraria na vida, incluindo uma boa quantidade de chaveiros). Após as compras, mais uma viagem de metrô nos levou de volta para Barnard College, onde estudamos durante esse verão.

As memórias nestes carros de metrô são para mim únicas e eternas, como as primeiras e melhores vivências num metrô que tive (neste verão e provavelmente na vida).