julho/17
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Diário de Viagem – By Ester Lima

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Quando comecei a escrever um texto sobre a minha experiência aqui em Nova Iorque, eu passei um bom tempo pensando sobre o que seria mais interessante de escrever. No entanto, após algum tempo, eu cheguei à conclusão de que não havia um tópico mais interessante do que o outro, porque nada do que acontece em Nova Iorque deixa de ser interessante,afinal, eu passei dois meses na tão aclamada “Cidade que nunca dorme” e agora eu realmente posso dizer que Nova Iorque faz jus ao seu título.

Desde o momento em que nós chegamos, eu pude sentir a vibração especial que esse lugar possui. Em nenhum momento da nossa viagem eu me senti entediada ou sem ter o que fazer, porque sempre tinha algo acontecendo a apenas alguns minutos a pé de onde eu estivesse, seja um festival de sorvetes na Union Square ou aulas de Yoga no parque local. Nós visitamos tantos lugares incríveis (alguns super turísticos, como a Times Square, e alguns mais específicos, como a Brooklyn Bridge ou o Brooklyn Botanic Garden) e participamos de tantas atividades (eu nunca pensei que acharia tão interessante aprender sobre a história do sapateado e ter uma aula prática depois) que se me pedissem para falar sobre a minha preferida eu simplesmente não conseguiria escolher, e é exatamente por isso que eu resolvi escrever esse texto.

Estudando durante dois meses, eu pude perceber que a cidade possui todas as características que uma aluna de intercâmbio poderia querer. A diversidade cultural e linguística que existe aqui é quase inimaginável. Só de andar pelas ruas já é possível perceber a variedade de idiomas que são falados, haja vista a significativa quantidade de estrangeiros que a cidade atrai todos os anos, inclusive brasileiros! É sempre muito bom quando o nosso grupo encontra outros brasileiros, e acreditem ou não isso acontece com muito mais frequência do que eu poderia imaginar. Assim, sendo uma estudante estrangeira, saber que existem várias outras pessoas que estão passando pelos mesmos desafios que eu, seja pelo idioma ou pelas diferenças culturais, me deixou mais tranquila e me fez sentir muito mais acolhida pela cidade.

Além disso, eu não poderia deixar de falar sobre a qualidade do ensino que as universidades de Nova Iorque oferecem aos seus estudantes. Primeiramente, a cidade possui algumas das universidades mais bem reconhecidas no mundo: a Columbia University, da qual Barnard College faz parte, e a The New School, mundialmente reconhecida por conta do seu programa de Artes & Design. Sendo uma estudante da The New School, eu posso dizer que essa experiência foi ao mesmo tempo desafiadora e emocionante. O curso pre-college do qual fazemos parte foi programado principalmente para que nós deixássemos o programa com as habilidades necessárias para entrar em uma universidade já preparadas para o que viesse pela frente. Sendo assim, nós tivemos palestras com professores da The New School sobre diversos tópicos, desde Data Visualization e Food Design até Tap Dance e Genetics, o que realmente nos deu uma visão muito mais ampla acerca do que seria essa tal college experience para um aluno estrangeiro.

Talvez uma experiência que eu sinto que tenha se destacado no quesito acadêmico seja a elaboração do nosso research paper sobre Social Justice e Human Rights. Falando como uma estudante que adora escrever e que é apaixonada por temas relacionados a direitos humanos, eu achei essa atividade particularmente prazerosa. O nosso tema final foi “How cultural and religious beliefs related to gender can affect girls”™ access to basic education in rural areas of Pakistan” e eu nunca pensei que eu seria capaz de aprender tanto sobre um tema que muitas vezes não é muito debatido em salas de aula tradicionais.

Mesmo que o curso já esteja próximo do fim, eu sei que irei levar os conhecimentos adquiridos durante esse programa por toda a minha vida acadêmica e pessoal. Agora eu já me sinto muito mais confiante e preparada para enfrentar os desafios que uma universidade americana pode oferecer ao seus estudantes, além de me sentir uma pessoa muito mais madura do que a que eu era quando eu iniciei o meu curso na The New School dois meses atrás