agosto/17
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Diário de Viagem- By Bianca Boechat

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No tempo que morei em Nova Iorque, troquei o futebol pelo baseball, o carro pelo metrô, a calmaria da minha cidade no interior do Rio pela pressa de Manhattan. O quarto sozinha para morar nos dorms, o café com leite pelo Iced Latte. Foram quase dois meses sendo moldada com cada experiência que essa cidade me proporcionou.

Morar em Nova Iorque significou, para mim, saber todo dia um pouquinho mais de uma imensidão artística e cultural dividida em cinco boroughs; sair direto da aula pra assistir o sol se pôr no Brooklyn; ir de noite pro Queens só pra admirar as luzes de Manhattan pelo pier de Long Island.

Enxergar arte por qualquer lugar onde se passa – nunca vi tanto talento manifestado sob o asfalto como no Washington Square Park. Estudar na The New School, então, foi ter uma cidade inteirinha como campus. Foi ganhar conhecimento na prática atravessando a Brooklyn Bridge e também  poder escrever os trabalhos acadêmicos admirando o Empire State Building pela janela dos prédios da universidade.

Viver nessa cidade foi ter a Times Square como plano de fundo pra cada conquista e a praia de Coney Island pra quando dá saudade do litoral. Foi estar inserida numa constante metamorfose cultural que emerge de cada esquina. E voltei para o Brasil carregando um pedacinho disso tudo junto a mim.