janeiro/18
19

Como foi o application? By Bruna Rosário

Publicado por

Não posso negar que o processo de application é bem trabalhoso; no entanto, acaba sendo uma experiência muito gratificante também.
Quando um aluno decide fazer faculdade nos Estados Unidos, ele sabe que o processo de admissão deles é totalmente diferente do processo brasileiro. O que ele não sabe é que o application também nos faz encarar uma jornada de autoconhecimento incrível.

Conheci melhor meu potencial, aprendi como contornar algumas das minhas limitações, tive que refletir muito sobre mim mesma para fazer essays, aprendi a lidar um pouco melhor com o meu emocional… E assim consegui fazer o meu trabalho, o qual agora está nas mãos dos Admissions Officers.

Um ponto importante sobre a application é que ela se torna um pouco mais fácil quando você tem pessoas que possam te ajudar. Eu tive —e continuo tendo— uma grande ajuda da Fundação CSN, que me proporcionou um curso de uma semana no RJ, aulas de inglês e um summer maravilhoso em Barnard. Além disso, também sou bolsista do Prep da Fundação Estudar e da BRASA, dois programas que oferecem mentoria para os applicants e uma rede imensa de conexões interpessoais que extrapola o nível nacional. Então, minha primeira dica pra quem pensa em aplicar é: procure ajuda, procure mentores! O programa Ganhar o Mundo, da Fundação CSN, e as outras acima citadas, oferecem um suporte incrível pra quem sonha em estudar lá fora; e eu posso afirmar que esse suporte foi essencial para o meu 2017.

Minha segunda dica é: não subestime as essays! Elas são, provavelmente, as partes mais importantes e mais difíceis de toda a sua application. É através delas que as faculdades vão saber como você pensa, como você age… como você é! Então, acho importante não deixar as essays pra última hora, ainda mais se você estiver aplicando pra muitas universidades. O segredo é fazer cada dia um pouquinho, para que no final do processo você não fique saturado/a e deixe de aproveitar a experiência de estar escrevendo sobre você. As essays suplementares de Barnard, por exemplo, foram uma delícia de escrever! Principalmente uma que pedia para que eu escolhesse uma mulher da história/ficção com quem eu quisesse conversar por uma hora! Foi divertido descrever como seria a experiência de conversar com uma das minhas atrizes favoritas, e eu não teria aproveitado tanto essa essay se a tivesse escrito com pressa.

Minha terceira dica é: os scores não te definem! Claro que é maravilhoso gabaritar uma prova e tirar um notão, mas se você deu o seu melhor no ACT/SAT já vale muito. Em quesito de notas, é mais importante você manter um currículo bom e estável na escola, do que gabaritar os standardized tests. Então se preocupe mais em demonstrar que foi uma boa aluna durante 3 anos, do que num teste de 4 horas. (PS.: isso não quer dizer que os testes podem ser feitos de qualquer jeito!)

Minha quarta e última dica (por enquanto) é: se sentir desmotivado às vezes é normal! Como disse antes, é um processo trabalhoso… Então de vez em quando você cansa. E isso é normal, somos humanos. Nessa hora a ajuda também é importante! Se você tiver contato com outras pessoas que estão na mesma situação, e puder conversar e trocar uma ideia com elas, tudo vai ficar mais tranquilo! Às vezes, uma simples confirmação do outro dizendo que você está no caminho certo e que tudo vai se resolver já é o bastante. Então, foca nisso também!

Fazendo um pequeno resumo, eu diria que as essays foram a parte mais difícil pra mim; porém a mais prazerosa também. Sou muito grata por toda a ajuda que recebi, tanto no processo quanto no emocional. No mais, estou ansiosa pra saber o que me aguarda no outono de 2018!